Informações
úteis ao expositor
Carlos Soares - 28/04/2012
A partir desta
data passaremos a publicar no blog do feirahippie.com todas as
informações publicadas pelos órgãos oficiais do Município,
Estado e Justiça e que digam respeito à Feira de Artes,
Artesanato e Variedades da Av. Afonso Pena, a Feira Hippie de
Belo Horizonte.
O
acompanhamento dos processos em curso na Justiça sobre a
licitação de 2011, financiados pelos expositores e ajuizados pela Asseap, será feito através das informações disponibilizadas no
site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Quem desejar
informações mais pormenorizadas consultá-las pessoalmente na
sede do Tribunal, e desejando, informar neste espaço.
Participe,
informe-se, compartilhe a suas informações. A Feira Hippie é
sua, a Feira Hippie é nossa! Consulte regularmente o nosso canal
de comunicação:
blog.feirahippie.com.
Comissão Paritária 29/03/2012 -
Um breve relato
Carlos Soares - 07/04/2012
Em caráter
extraordinário a Comissão Paritária da Feira Hippie reuniu-se no
dia 29/03/2012. Contando com a presença de todos os membros
efetivos que representam os expositores, a reunião tratou de
diversos assuntos, entre os quais: licenças por motivo de saúde,
autos de infração, inclusão de produtos, banheiros, expositores
irregulares, conservação das barracas e, informalmente, a
implantação do novo leiaute.
Sobre a questão
dos banheiros, a Gerência de Feiras se disse disposta a ouvir
propostas, inclusive que contemplem algum tipo de patrocínio.
Vários aspectos sobre banheiros químicos foram discutidos e
nenhuma melhoria apontada, a não ser o aumento no números destes
dispositivos.
O assunto
"expositores irregulares" causou polêmica, como esperado. Um
proposta de "disque denúncia" foi analisada e parcialmente
rejeitada. Foi explicado aos membros que a fiscalização na Feira
Hippie não é exercida ou coordenada pela Gerência de Feiras,
cabendo a outras instância da PBH a sua prática e coordenação. O
assunto voltará à pauta em outras reuniões.
O péssimo
estado de conservação das barracas será tratado, a princípio, de
maneira educativa. Uma cartilha sobre este assunto será
preparada e distribuída aos expositores.
A questão do
novo leiaute foi tratada de maneira informal pelos comissários,
tendo a gerente de feira, Andréa Lúcia, garantido que a PBH
recorrerá até a última instância para que o novo leiaute seja
implantado por sorteio, conforme determinam as leis; tanto a
atual, quanto a anterior.
Todas as outras
questões foram encaminhadas e votadas.
Dia do Artesão - Dia da Feira
Hippie de Belo Horizonte
Carlos Soares - 19/03/2012
Hoje, 19 de março, é comemorado o Dia do Artesão. Em Belo
Horizonte comemora-se também o Dia da Feira Hippie. O
feirahippie.com aproveita a data para saudar os artesãos de
todos os recantos do país e em especial os colegas expositores
da nossa Feira Hippie.
Muitos podem pensar que nada temos a
comemorar, mas não é verdade. Perseguidos pelo desatino e
irresponsabilidade do atual mandatário da PBH e abandonados pela
atual administração fomos abraçados pelos cidadãos da cidade que
nos acolhe e também pelos clientes que soubemos cativar mundo
afora. Nós resistimos e resistiremos a qualquer desmando.
A boa nova é o movimento que está
nascendo no seio da Feira e já recebe o apoio de muitos
expositores realmente comprometidos com a Feira Hippie e não
apenas com seus interesses pessoais. O movimento, originado na
ação pessoal do colega Luiz Campos encontrou a colaboração
da colega Sani do Carmo e já se espalha pela Feira. Com base no
respeito e na solidariedade entre os colegas, o movimento
objetiva organizar e melhorar o aspecto do nosso local de
trabalho. Barracas consertadas e renovadas, cada qual no seu
quadrado e mais espaço para a circulação dos visitantes: tudo
isto será possível com a participação e colaboração dos colegas
mais responsáveis e inteligentes. O feirahippie.com apoia o
movimento.
É isto.
Parabéns Feira Hippie de Belo Horizonte!
Parabéns colega Artesão!
Solidariedade por uma Feira
melhor
Luiz Campos - 09/03/2012
Implantação do
novo leiaute
Caros colegas expositores.
O agrupamento das barracas de quatro
em quatro previsto no novo leiaute a ser implantado, se mostra
como o mais rápido e econômico processo, porém já estamos
esperando há 7 anos sua implementação.
A solidariedade entre vizinhos será
nossa maior colaboração para a melhoria de todos.
Basta somente permanecermos dentro
“dos nossos quadrados" abrindo uma saída lateral, o que custa em
média R$ 30,00 e que muitos já possuem.
Outra coisa é sobre nossa
organização. Passamos todas as semanas produzindo nossos
artesanatos, desenhando, cortando, pintando, montando e no
domingo comercializamos nossos produtos. Precisamos de uma Feira
cada dia uma melhor. Apresentação é fundamental para nossa
atividade!
Coisas que nós mesmos podemos fazer,
como este agrupamento de barracas, a limpeza e conserto de
nossas lonas, a colocação de plásticos nas laterais e não mais
sobre as barracas e a colocação de marquises são atitudes
simples e práticas e resultarão em grande melhoria no visual da
nossa Feira. Recebemos visitantes importantes em nosso espaço,
pessoas que vêm de várias cidades e países mundo afora.
E eles querem levar uma lembrança
concreta e representativa da nossa cultura, que é o artesanato.
Somos o povo mineiro, o que nos orgulha muito e devemos, como
artesãos que somos, fazer o melhor por nós e por nossa terra.
Agradeço e deixo um abraço a todos!
Luiz Campos - Ar do Brasil
luizcampos@ardobrasil.com.br
Uma
oportunidade para reciclar e adquirir conhecimentos, aproveite!
Carlos Soares -
17/01/2012
Quando o Centro Municipal de
Referência do Artesanato - CMRA foi inaugurado, em 07/12, eu preferi não
divulgar. Acredito tão pouco nas boas intenções da atual
administração que julguei ser perda de tempo, além do que, não
fui, como a quase totalidade dos colegas da Feira Hippie também
não o foi, comunicado da inauguração, quanto mais convidado para
a tal. Soube com antecedência sobre a dita inauguração pelo
acompanhamento sistemático e criterioso que a equipe do
feirahippie.com, leia-se, Carla Braga, faz do site da PBH e
adjacências.
O que passou importa, agora, nada ou
muito pouco! O Centro Municipal de Referência do Artesanato é
nosso, foi instituído e será mantido com os recursos
provenientes dos impostos e taxas que nós, cidadãos de Belo
Horizonte, recolhemos aos cofres públicos, portanto, convoco os
colegas, em especial aqueles que estão tendo dificuldade para
aprimorar técnicas, atualizar conhecimentos e expandir o
horizonte comercial de seu trabalho, para que se inscrevam e
frequentem os cursos que estão sendo disponibilizados. Pretendo
participar de algum destes cursos, aprender o que ainda não sei
e avaliar, concretamente e sem preconceitos, esta oportunidade
oferecida pelo CMRA. Veja,
aqui, as
informações detalhadas.
2011: um ano
de lutas e de conquistas!
Carlos Soares -
31/12/2011
Da angústia, da luta e das vitórias
2011 começou, para nós expositores
da Feira de Arte, Artesanato e Variedades da Avenida Afonso
Pena, a Feira Hippie, com uma ameaça: a aliança entre canalhas,
incluindo o prefeito Lacerda e a dona de conhecidas ONGs
especializadas em "arrecadar" dinheiro público, lançavam um
decreto ilegal e um edital recheado de fraudes e armações com a
finalidade de apoderarem-se da Feira que construímos com nosso
trabalho e dedicação.
Começava uma luta da qual
participaram todos. Cada expositor e cada associação cumpriu um
papel, de acordo com sua possibilidade e sua crença. Destaque
para a ASSEAP, que com o apoio dos colegas mais esclarecidos e
comprometidos com a nossa Feira, levou a luta para as ruas, para
a Assembleia Legislativa de Minas Gerias e para os tribunais. O
feirahippie.com caminhou junto, cobrindo, divulgando,
incentivando e participando ativamente da mobilização.
Importante foi também a participação da Casa do Artesão e da
Femeart ao acionarem a Câmara Municipal de Belo Horizonte pela
realização de uma Audiência Pública que resultou na formação da
Comissão que estudou e reconheceu as "falhas" do famigerado
edital.
2011 está por horas e termina
repleto de vitórias: o Edital foi cancelado pelo TJMG; o decreto
que deu origem ao desonesto edital foi severamente
desqualificado pela sentença que cancelou o referido edital; o
projeto de lei estadual que declara a Feira Hippie de BH como
Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais já venceu as duas
principais etapas e deve de ser votado e aprovado no primeiro
trimestre de 2o12; na esfera Municipal, foi
aprovado pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural a
abertura do processo de reconhecimento da Feira Hippie como
Patrimônio Imaterial do povo de Belo Horizonte e, mais
importante, nosso valor foi reconhecido e nossa luta assumida
pelos cidadãos belo-horizontinos. Não estamos sós.
Fiz este pequeno resumo do que foi o
ano de 2011 para lembrar aos colegas da importância da nossa
união e da nossa mobilização. 2012 nos aguarda com velhos e
novos desafios e certamente, também, com muitas vitórias. D
FELIZ e PRÓSPERO 2012 para todos!
Nossa vitória repercute… e
incomoda!
Carlos Soares -
04/11/2011
Mais de 10 mil de
artesãos vivem angústia pelo cancelamento de licitação, com esta
manchete o EM Digital dava início a uma reportagem sobre a
vitória da Feira Hippie no TJMG que anulou o edital Lacerda.
Começou mal, afinal, quem se inscreveu na licitação jamais teve
a certeza de seria contemplado com uma vaga e, no máximo, vive a
expectativa de ser um dos classificados. Angústia viveu quem
perdeu, da noite para o dia, o seu emprego e sua única fonte de
renda, ou seja, nos expositores que criamos a mais famosa feira
de artesanato da América Latina. Angustia vive quem vê o fruto
indiscutível do seu trabalho de 40 anos virar alvo da cobiça de
ONGs e administradores desonestos.
Dizer que
“confortável estão aqueles já instalados no local” é desconhecer
a realidade. Não me sinto confortável sabendo que gente
desonesta deseja cassar-me o trabalho. Não me sinto confortável
sabendo que gente desonesta não vacilará em arruinar a Feira
Hippie se puder lucrar durante algum tempo, seja
financeiramente, seja politicamente.
A Feira da Avenida
Afonso Pena, a nossa Feira Hippie, vem sendo vilipendiada por
sucessivas administrações de forma vergonhosa e prejudicial à
cidade de Belo Horizonte. Enquanto feiras menos tradicionais,
como as de Goiânia e de Ipanema, são apoiadas e divulgadas pelos
administradores estaduais e municipais respectivamente, nos
sofremos com o descaso e a perseguição oficial, que somente pode
ser explicada pela intenção de apropriação do evento que
criamos, com propósitos inconfessáveis.
Falar em licitação
dos antigos expositores é cometer um atentado aos mais
elementares princípios da Justiça Social, como lembrou, de forma
brilhante, a Desembargadora Vanessa Verdolim. Dizer que as
nossas licenças estão vencidas é incorreto, nossas licenças
foram renovadas por ato do secretário da Regional Centro-Sul até
o deslinde do processo judicial em curso. Alegar que a lei
federal 8666/93 exige licitação para quem NÃO presta Serviço
Público é desconhecer os pareceres dos mestres do Direitos
Administrativo e a jurisprudência do próprio STF. Aliás, porque
será que esta questão somente é colocada aqui em Belo Horizonte?
Alguém ouviu falar em licitação para as feira de Caruarú,
Ipanema, Goiânia, da Praça Saens Pena ou outra qualquer?
Considerações
postas, vamos à matéria do EM Digital:
Afonso Pena –
Mais de 10 mil de artesãos vivem angústia pelo cancelamento de
licitação
Ministério
Público discorda dos critérios adotados pela prefeitura para
selecionar novos donos para as barracas
Enquanto a queda
de braço entre a Prefeitura de Belo Horizonte e expositores da
Feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena se arrasta na
Justiça, o maior espaço de expressão para o artesão mineiro
permanece irregular aos olhos do Ministério Público de Minas
Gerais. Isso porque, mesmo depois de o órgão ter recomendado ao
Executivo que a exploração dos boxes na feira hippie fosse feita
mediante licitação, ainda não há previsão para que a
concorrência pública – parada desde terça-feira – seja
concluída. O impasse aumenta ainda mais a expectativa das 10,7
mil pessoas que se inscreveram no processo licitatório no início
do ano na tentativa de garantir uma vaga na feira. Em posição
mais confortável estão aqueles já instalados no local, mas para
os que ainda estão fora do centro de compras a conquista de um
box tornou-se um sonho distante.
A batalha travada
em torno do edital teve início em janeiro quando os expositores
discordaram dos critérios socioeconômicos de seleção
estabelecidos na concorrência pública. Entre as regras, teriam
maior pontuação, por exemplo, pessoas analfabetas e
desempregadas em detrimento de candidatos com curso superior ou
que estejam trabalhando. Aqueles que têm imóvel ou veículo
próprio também sairiam prejudicados na seleção mediante os que
não possuem esses bens. Depois de muitos recursos contra o
edital, os atuais artesãos da feira foram beneficiados por
decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que
determinou o cancelamento da licitação. Em sua decisão, o
desembargador Eduardo Andrade, relator do processo, entendeu que
o município de Belo Horizonte não poderia ter se valido, em
dezembro passado, de um decreto para alterar disposições da Lei
8.613/2003, que previa condições para participação na feira.
Também considerou que a prefeitura não poderia, em nome de
“critérios socioeconômicos”, discriminar alguns concorrentes e
privilegiar outros, porque todos devem ter o mesmo tratamento.
Relutantes pela
queda do edital, os expositores afirmam já ter conseguido apoio
da população, do Poder Legislativo municipal e estadual, além da
Justiça. Por outro lado, a prefeitura insiste na manutenção dos
moldes da atual licitação e já se manifestou contrária à decisão
do TJ de cancelar o edital. “Vamos recorrer”, garante o
procurador-geral do município, Marco Antônio Rezende, ainda sem
bater o martelo se o recurso será impetrado no Supremo Tribunal
Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Juridicamente, a prefeitura terá o prazo de 30 dias para
interpor o recurso depois que o acórdão do TJ for publicado, o
que deve ocorrer nos próximos dias.
LICENÇAS
Sem entrar no
mérito de que lado está a razão, o promotor Eduardo Nepomuceno,
da Promotoria de Defesa do Patrimônio, afirma que não se pode
admitir que a situação permaneça a mesma na feira. “As licenças
para exploração da área e da venda de produtos estão vencidas.
Por força da lei, devem ser renovadas”, garante. Ao defender o
cumprimento da Lei 8.666/93 (de licitações e contratos
públicos), ele diz que a prefeitura tem o direito de recorrer,
mas sobretudo, o dever de licitar. “O processo licitatório deve
ser democrático. Quem se sentir prejudicado tem que reclamar. E
de certa forma, recorrer seria ainda mais rápido do que cancelar
o edital e abrir nova licitação, que poderia gerar novos
recursos e vícios no processo”. No entanto, o promotor esclarece
que “o processo licitatório tem que ser abrangente e acessível a
todos os interessados”. Sobre os critério de seleção criticados
pelos expositores, Nepomuceno diz que se há pontos que têm que
ser corrigidos, eles devem ser questionados por quem se sentir
prejudicado.
Artesãos que
estão hoje com suas licenças cobram bom senso da prefeitura.
“Ficar fora da feira e começar do zero é uma situação
complicada”, defende o presidente da Federação Mineira de
Artesãos, Apolo Costa.
ENQUANTO ISSO…
… EM PROCESSO DE TOMBAMENTO
Tramita na
Assembleia Legislativa de Minas projeto de lei que pode
transformar a Feira Hippie em patrimônio cultural do estado. Em
setembro, o Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico de
Belo Horizonte aprovou, por unanimidade, a abertura do processo
de reconhecimento da Feira de Artes e Artesanato da Avenida
Afonso Pena como Patrimônio Imaterial do Município. Atração
cultural e turística de Belo Horizonte, a feira existe desde
1969 e atualmente recebe 80 mil visitantes aos domingos nos seus
17 setores de produtos.
Só mais uma vitória…
Carlos Soares -
03/11/2011
A reunião foi um
sucesso
10/01/2011 – Enviado
por Carlos Soares
Hoje foi um dia
especial! O comparecimento e a adesão dos feirantes foi maciça.
Contra um adversário mal intencionado, covarde e leviano, o
apoio de todos os que compareceram à reunião convocada pela
ASSEAP é um sinal de que haverá luta. Não cassarão nossos
direitos na “mão grande”.
A ASSEAP, na
pessoa colega Alan Vinícius, sempre comedido nas palavras e
tranquilo nos gestos, conquistou, enfim, o apoio merecido a mais
de 3 anos. Lá também compareceram uns poucos vira-casacas, dois
ou três colegas cooptados, títeres dos interesses obscuros
daqueles que planejam nos roubar o trabalho, a dignidade e os
sonhos e só conseguirão nos fortalecer.
A luta só está
começando, os adversários, poderosos e covardes, não desistirão
de seus intentos, já o demonstraram. A eles pouco importam as
pessoas, a cidade, a Justiça. Locupletar, achacar e enganar são
os únicos verbos que sabem conjugar em privado, em seus
conchavos. Para esta gente, a caixinha para a próxima eleição é
a razão de suas vidas; enganar o povo, a única vocação.
Parabéns
feirante, dias melhores virão e com certeza esta gente será
derrotada. Eles são os poderosos da vez, podem muito mas não
podem tudo. Em 2012 tem eleição e teremos a oportunidade de
afastar de vez este grupo político que a tantos anos engana a
população de Belo Horizonte e nos persegue sem tréguas.
Informe-se,
opine, colabore, LUTE!
Com a postagem
acima, em 09/01/2011, nascia o feirahippie.com. Até aquela data
eu publicava algumas notas no feirabh.com, que segue existindo e
redireciona os acessos para o sítio atual. Foi em 07/01/2011 que
eu consegui comprar e registrar o domínio feirahippie.com. O
tempo passou. A Feira se uniu e lutou. Sofremos juntos,
enfrentamos a angústia e a incerteza com muita dignidade e
coragem e posso afirmar: hoje, SOMOS MAIS FORTES!
A vitória obtida no
TJMG no último dia 01/11 veio somar-se as já obtidas no Conselho
Municipal de Cultura, na Assembleia Legislativa e, a MAIS
IMPORTANTE DE TODAS, junto à sociedade belo-horizontina.
Impossível recordar o apóio e o carinho da população de Belo
Horizonte, dos nossos amigos e clientes, sem me emocionar. A
Feira Hippie é amada e respeitada por nossa gente! Apesar de
todos o problemas que temos hoje, frutos do descaso e da
irresponsabilidade dos últimos e em especial dos atuais
administradores municipais, NOSSO TRABALHO É RECONHECIDO,
APRECIADO E MOTIVO DE ORGULHO de todos os mineiros.
Sobre a decisão dos
desembargadores do TJMG, gostaria de destacar dois aspectos:
O voto do
Desembargador Eduardo Andrade e o voto do Desembargador
Geraldo Augusto reconhecem a discriminação
sócio-econômica e a ilegitimidade do Decreto 14.246/10
que altera a lei 8616/03 com o único fito de prejudicar
os atuais expositores da Feira Hippie. Por outro lado,
os desembargadores não se pronunciaram contra a
licitação em si, até em contrário, provavelmente pelo
desconhecimento da responsabilidade direta e evidente da
PBH, fato não citado na defesa do Mandato, sobre os
fatos negativos que atribuem à Feira;
O voto da
Desembargadora Vanessa Verdolim Hudson Andrade,
acompanha o voto do relator e, indo mais além, reconhece
o valor e a grandeza da Feira da Avenida Afonso Pena, a
nossa Feira Hippie, e defende a tese de que nos afastar
do bem que criamos “fere aos mais básicos princípios da
JUSTIÇA SOCIAL”. Defende também que para solucionar
problemas como a sucessão e prepostos a PBH deve usar a
fiscalização e a regulamentação, não uma licitação que
vise nos afastar, o que, repetiu a meritíssima: “fere
aos mais básicos princípios da JUSTIÇA SOCIAL“
Bem, o tempo não
parou, a PBH já declarou que vai recorrer. O Dr. Helson Resende
também entende que deve recorrer e terá oportunidade de
demonstrar seus motivos. Quem quiser participar da discussão é
só usar o espaço para comentários.
Vencemos mais esta
batalha mas ainda temos muitas pela frente. A mais importante
delas é derrotar nas urnas, em 2012, esta administração mal
intencionada, omissa e despreparada. Devemos ter em conta que a
PBH não pertence ao Sr. Lacerda e à sua turma. A PBH e suas
instância nos pertencem, somos cidadãos e contribuinte:
merecemos apóio e exigimos respeito! Enquanto verbas públicas
são desviadas patrocinar “micaretas” em outros municípios e
shows COMERCIAIS de grupos e pessoas ligadas ao prefeito
picareta, com a singela e esfarrapada desculpa de “atrair
turistas”, a Feira Hippie, conhecida e reconhecida mundialmente,
segue sem patrocínio, sem equipamentos decentes e sem
divulgação, uma omissão e desrespeito para com a cidade que
ultrapassou as raias da insensatez e já beira a inépcia
criminosa
TJMG derruba Edital Lacerda
Carlos Soares -
02/11/2011
Justiça derruba edital da Feira da Afonso Pena
por considerá-lo discriminatório
Desembargadores entenderam que a Prefeitura de
BH feriu os princípios da igualdade ao
estabelecer critérios sócio-econômicos para
ocupação das barracas da feira
O
edital de licitação para as 2.292 barracas da
Feira de Artesanto da Avenida Afonso Pena, a
tradicional Feira Hippie, foi derrubado pela
Justiça. O processo de licitação, que já havia
sido suspenso, mas que foi reativado por meio de
liminar, foi anulado pela 1ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No
entendimento dos desembargadores, a prefeitura
feriu os princípios da igualdade ao impôr
condições sócio-econômicas para que os artesãos
pudessem disputar uma vaga na feira.
De acordo com o TJ, o desembargador Eduardo
Andrade, relator do processo, destacou em sua
decisão que a Prefeitura de BH não poderia ter
alterado as disposições da Lei 8.613/2003, que
previa condições para participação na Feira, por
meio de um decreto. Além disso, ele considerou
que se basear em critério sócio-econômico se
configura como um ato discriminatório.
O
magistrado, segundo o TJ, disse que não há
cabimento favorecer um candidato analfabeto, que
mora de aluguel e não possui veículo próprio em
detrimento daquele que sabe ler e escrever e tem
imóvel e carro próprios. O desembargador
considerou que o Município feriu princípios de
Direito, como o da legalidade, impessoalidade e
razoabilidade.
O
voto do desembargador Eduardo Andrade foi
acompanhado pelos desembargadores Geraldo
Augusto e Vanessa Verdolim Hudson Andrade.
O
procurador-geral do Município, Marco Antônio
Resende, garantiu que a prefeitura irá recorrer
da decisão.
Batalha judicial
O
resumo do edital de licitação para a ocupação
dos espaços da Feira Hippie foi divulgado no dia
31 de dezembro de 2010, no Diário Oficial da
União. De imediato ele provou medo e
insatisfação entre os feirantes. O edital
completo foi divulgado na primeira semana de
janeiro de 2011 e no dia 14 do mesmo mês teve
início uma briga judicial. De um lado, a
Associação dos expositores da Feira da Avenida
Afonso Pena (Asseap), do outro a Prefeitura de
BH.
Na primeira ação, a Asseap entrou com um mandado
de segurança para barrar a concorrência. O
Município foi intimado a prestar esclarecimentos
à Justiça sobre o processo de licitação. A
partir daí foi uma série de recursos judiciais e
liminares. Em março a Justiça suspendeu o
edital, mas em abril uma liminar derrubou a
decisão. Deputados e vereadores se envolveram no
caso, à favor dos feirantes.
Ainda tramita na Assembleia Legislativa de Minas
Gerais um projeto de lei que pode transformar a
Feira Hippie em patrimônio cultural de Minas
Gerais. Na condição de patrimônio cultural, os
deputados e os feirantes esperam ganhar força
para garantir que a prefeitura não insista no
processo de licitação das barracas.
No dia 21 de setembro o Conselho Deliberativo do
Patrimônio Histórico de Belo Horizonte aprovou,
por unanimidade, a abertura do processo de
reconhecimento da Feira de Arte e Artesanato da
Avenida Afonso Pena como Patrimônio Imaterial do
Município.
Feira Hippie –
Patrimônio Cultural do Estado
Carlos Soares -
27/10/2011
Mais um passo
importante: com a aprovação na Comissão de Cultura o projeto vai
agora para a Comissão de Justiça e daí ao plenário. O certo é
que em breve a Feira Hippie de Belo Horizonte terá, de direito,
o título que que já possui de fato: PATRIMÔNIO CULTURAL DO
ESTADO DE MINAS GERAIS! Motivo de orgulho e objeto do carinho de
toda a gente mineira. Parabéns expositor!
Feira Hippie pode
ser declarada patrimônio cultural de Minas
A Comissão de
Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou
parecer favorável, em 1º turno, a projeto de lei que declara a
Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena, da capital,
patrimônio cultural do Estado. De autoria do deputado Dinis
Pinheiro (PSDB), o Projeto de Lei nº. 1057/11foi relatado pelo
deputado Elismar Prado (PT), que opinou pela aprovação da
proposição sem alterações.
O relator
justificou, em seu parecer, que a feira já faz parte da história
de Belo Horizonte, desde que começou em 1969, quando ainda era
realizada na Praça da Liberdade. Ela ficou conhecida
nacionalmente como “Feira Hippie”, em razão do artesanato,
principal produto comercializado no espaço, ser uma das formas
de expressão das pessoas que participam deste movimento mundial.
Outros dois projetos de lei que tratam do mesmo assunto foram
anexados à proposição. São eles, o PL 1456/11, do deputado
Rogério Correia (PT), e o PLi nº. 2427/11, do deputado Fred
Costa (PHS).
Outros dois projetos
tiveram pareceres contrários. O Projeto de Lei nº. 2006/11, do
deputado Carlin Moura (PcdoB), visava instituir a data de 24 de
maio como Dia Estadual do Cigano. Para rejeitar a proposição, o
relator Rômulo Veneroso (PV) explicou que em 2006 foi promulgado
o decreto federal que instituiu o Dia Nacional do Cigano,
comemorado atualmente, na mesma data proposta pelo projeto. Ele
considerou desnecessário, então, instituir o dia estadual.
Já o Projeto de Lei
nº. 1536/11, de autoria do deputado Paulo Lamac (PT), visava
instituir o Dia Estadual do Quadrilheiro Junino. A justificativa
do relator, Elismar Prado, é de que o projeto é idêntico à Lei
Federal nº. 12.390/2011, que declara 27 de junho como dia do
quadrilheiro junino em todo o território nacional, não tendo
assim justificativa plausível para aprovação do projeto.
Requerimento - Na
reunião também foi aprovado requerimento do deputado Elismar
Prado, que solicita a realização de audiência pública da
Comissão com o objetivo de debater o repasse de recursos do
Governo Federal e Estadual para a área da cultura em Belo
Horizonte. Segundo o parlamentar, é fundamental utilizar
políticas públicas para valorizar a cultura e o desenvolvimento
do País.
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